02 janeiro 2013

Deixe-me

Deixe-me ver... tenho a impressão que a casa esta uma bagunça; lembro de alguns amigos circulando por aqui, de ter comido mais do que devia, de que possa ter esquecido um ou outro compromisso,  e que foi feriado bancário pois  perdi um dos cartões e é preciso rever o saldo bancário. Também não tenho certeza de que hoje é dia útil ou se, de qualquer forma, estou servindo para algo.
Já morei sozinho, mas isso foi no século passado. Será que o barulho na sala vem mesmo dos cães que ficaram sem comida? Terei trancado a porta? Não, desde que saí da casa de meus pais vivo na segurança de apartamentos, então pode ser a moça que trabalha aqui. E tem alguém que trabalha aqui? Sim, eu, talvez, meu Deus... deixe-me ver...

29 novembro 2012

Namoro

Colônia do Sacramento

28 novembro 2012

Cardápio

Cada vez mais hiperativo. Clique na imagem para visitar.

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27 novembro 2012

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Agora na Web.

24 novembro 2012

Requentando - Travessia

Há um ano eu desistia do Diário da MOrsa, que por sua vez já era filho do blog original do Camafunga, este ativo há quase uma década. Mais do que apagar o personagem fechei o acesso a tudo que fora por anos publicado. A Morsa voltou para o mar e o material está na geladeira dos meus arquivos.  Sexta-feira, enquanto entrevistado pelo Álvaro no programa Olhares da RadioCom, percebi num comentário próprio, que além de não reler o que escrevia, talvez nem lembrasse do que já fora publicado. Não que eu vá mudar um hábito de hiperativo que só vê à frente,  mas, pensei melhor em quem sabe recuperar alguns dos textos. Há uma distância, entre aquele que se chamava por bicho ao que agora assina o nome.  Então,  há um jeito, tentar reinventar o pensamento ou republicar alguma destas histórias mudando um tempero. É neste sentido que crio mais uma possibilidade neste diário: o  Requentando,  e para dar início trago uma crônica de setembro de 2011.

Travessia



Olhar para os lados, ambos os lados!
Pensei que tivesse entendido, mas as experiências  passam e as lições não se completam. 

Minha avó calma, mas ainda titubeante, tentava dar métrica a decisão do melhor momento. Atravessar ou esperar? Complexa é a divisão do tempo. Como compreender entre ficar parado ou correr o risco de cruzar de uma vez e rápido? Carros, seres com vida incorporada, eram mais céleres e traiçoeiros, porque então eu,  pequeno e nada máquina,  teria  que usar os freios?Tempo, outra vez o tempo, até que ritmo, visão e momento se associassem  para poder  deixar de lado as trêmulas mãos de Parkinson. Deste antes, só queríamos chegar ao outro lado. Ela pela cautela, eu pela ansiedade - opostas, mas semelhantes dificuldades.

Um problema, que não tem a ver com a chance de escorregar em pedra lisa ou o de ser atropelado, algo diferente e distante mas que remete a mesma identidade. Travessia.

Tudo parece árduo, obscuro e complicado, mas é simples, e  novamente, só preciso  chegar ao outro lado. Nem tanto, dias se passam e fixado os olhos, permaneço parado.

Há uma questão sem resposta. Crescem as imagens distorcidas de monstros não bem caracterizados. Seriam seres loucos, maus e desatinados?
Tremo porque não respeitam minhas pernas, e suspiro  pela saudade da tal senhora e de  suas mãos - que não existem mais em forma; até reencontrar a lição do tempo:

Calma,  meu filho, calma... é só olhar para ambos os lados.

12 novembro 2012

Tempo

Vinha feliz a menininha carregada de um lado pelo pai e do outro por um cãozinho. Pela conversa o cusco era emprestado por um tio que viajava.

-Pai, quando temos que devolver o Bolinha?

-Em uma semana, filha.

-E quando é isso?

-Sete dias.

-Como se conta?

-Assim: um dia, dois dias , três, quatro, cinco, seis e depois sete. Sete dias!

A menina, atrapalhada entre a coleira e os dedos que sobravam,  tentava imitar o pai, e depois de contar, e recontar baixinho, olha para ele e divide uma solução:

-E se eu parar no seis?

07 novembro 2012

Pé de cataventos...

Ciano, amarelo e magenta
Sol, calor e abrigo
Verde, respiro este momento
Sob um  vento colorido...