Havia algo de muito interessante naquela composição, mas que não sabia se conseguiria passar para a foto, a menina confundida com o quadro apenas realçada pela luz do entardecer. Deu nisso!
30 abril 2007
26 abril 2007
Caixotes de vista
Ando numa fase mais fotográfica, ainda entusiasmo da maquina nova, mas assim de câmera dentro da pasta, vou treinando meus limitados olhos para o que for possível, na tentativa de subverter as falhas troco o embaçado da distância pelo meu foco, aquilo que julgo interressante ou belo.
21 abril 2007
20 abril 2007
Anverso do Amplexo
É somente uma referencia, quase uma imagem-símbolo para representar o que ainda é difícil de ser dito, o título, é o nome de uma crônica nunca publicada, talvez porque permaneça incompleta, mas que desde há muito escolhida como síntese para um primeiro livro. Por enquanto fica a foto do acaso e a esperança da concretização do efetivo abraço.
17 abril 2007
10 abril 2007
Invasão

Coloquei uma linha telefônica nova justamente para não ser encontrado. Não é só por ser esquizito, depois do seqüestro fantasma e alguns telefonemas estranhos era praticamente necessário, deixei a anterior com BINA para um atendimento selecionado. A cada toque do antigo corro para ver se reconheço o remetente, e num exercício enjoado e cansativo escolho se devo ou não dar meu alô. Então, para as horas de repouso e fins-de-semana, nesta nova e recém comprada, a semelhança da linha direta do Batman, deixo-a apenas para os muito intimos, com a ressalva de que jamais a distribuisse. Sem tempo para divulgar o segredo, até porque ainda não apaguei de vez o celular, outra intervenção maldita, ninguém, exceto eu a conhecia.
Agora, aqui, quieto a observar a imagem inspiradora acima, viajando nas lembranças de carnavais passados, talvez até por outras vidas, tentando escrever algo a altura em tal calmaria, recolhido sem culpa ao exercício do ócio recuperador de uma manhã forjada de folga, até que ouço tocar meu velho telefone, não vermelho, mas alouçado preto comprado em brique por valioso preço, e escolhido como imagem para tal finalidade, privacidade. Barulhento, desperta como um eco, digo, berro, do passado que estava por ali aproximado.
Qual o que, atendo por instinto, esquecendo que ninguém poderia me achar por este meio, e inocente digo um "pois não" entre educado e sincero.
"Sim? Com quem deseja falar?", pergunta boba para quem estava só com os pensamentos, mais ainda por me desejar anônimo. "O senhor Marcelo se encontra?", lembra uma daquelas inexpressivas vozes típicas de operadoras de telemarketing. De imediato recorro ao fato. Afinal como teria sido descoberto? De que adiantara trocar endereço se continuaria sendo incomodado? Perguntou em nome de intrometida empresa se conhecia seus desagradáveis serviços. Não cheguei a saber se era Plano de Saúde ou Funerária, furioso, bati a gancho sem completar sequer uma segunda frase. Para que nova conta, não há sequer a possibilidade de estar camuflado? Volto a figura de onde procurava inspiração e lembro, onde hoje estamos sempre sendo observados, antes uma fantasia só como do menino já bastava. E dá vontade de cortar de vez os laços, seja em linhas ou recados para ficar por lá, para sempre, no passado.
08 abril 2007
Passeando 02

A letra da música que toca no rádio me diz tanto, mas sobre qual das verdades? Tenho certeza que ja estive na naquela praça, são todas parecidas, foi alí que me despedi dela, mas pode ter sido o outro encontro. Agora chove e a paisagem fica ainda mais confusa, não sei se dobro ou sigo reto, sei que logo ali tem uma parada, não vale a pena, o destino é tão distante e sei que vou repetir muitas destas voltas.
06 abril 2007
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