| De dentro do Aquário- noite de chuva... |
23 dezembro 2011
Feliz Natal
Bicicleta
Ainda sobre bicicletas...
A propaganda acima bem que podia ter omitido o ano, mas tudo bem, não é segredo que já passei dos trinta.
Nossa primeira bicicleta foi esta ai, uma Monareta azul, dobrável para caber deitada na parte de trás da Variant vermelha do meu pai. Detalhe, "nossa" porque foi dividida com meu irmão mais moço por anos, muitos anos, num exercício de paciência de:"de quem é a vez?"; paciência como das muitas vezes que ela se partiu ao meio até perder sua inusitada função e ser soldada.
Com ela aprendi a pedalar, cai os maiores tombos e dei as primeiras fugidas. Durou tanto que parece que em algum momento vou enxerga-la solta em algum canto da casa. Quem sabe?
22 dezembro 2011
Lisa
Achei melhor não colocar imagens. Lisa a cachorra multirraças - que era para ser Bulldog mas é Boston com temperamento de Fox e postura de Pitt Bull -tem aprontado além do esperado. Se fosse humana, e seguindo a tendência do momento, teria o diagnóstico de Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade, e estaria usando uma destas drogas como a Ritalina. Não é, mas até o adestrador, que mostrou-se de inicio tão interessado, sem explicações, fugiu das aulas.
Agora mesmo estou de olhos espremidos nesta tela usando um óculos inadequado, pois que a bicha comeu tudo, até as lentes, do aparato que usava para ver de perto. Também vou ficar sem a água ao lado da cama pois a moringa virou caco, cacos que estavam espalhados da sala ao banheiro numa possibilidade estranha da cachorra não ter se cortado.
Aos pulos, não importa a altura das visitas, lambidas e patadas não distinguem aversão ou intimidade, assim como as pobres pernas descobertas que não conseguem fugir de serem arranhadas. Sentar no sofá, evitar que suba a mesa, caia da janela, são apenas algumas das preocupações mais presentes. Entretanto, a cada dia, embora estressado, gosto mais esta cadela!
21 dezembro 2011
Dias sim, dias não... e a bicicleta
Faz um tempo que faço mais do que devia, não como prova ou desafio, mas por teimosia em querer aproveitar as possibilidades, enquanto há possibilidades.
Sem entrar no mérito, mas guiado pela vontade, comprei uma bicicleta. Quem sabe o histórico esportivo e todas as intercorrências dos últimos anos, há de pensar que estou sendo insano, mas assim como para outras superações vou fazer mais esta tentativa. Foram semanas de leitura técnica sobre tipo de exercício, equipamento, possibilidades, distâncias, riscos, e chance de frustração, mas bem pesados acabei... comprando a bicicleta. De especial no meu equipamento um celular para pedir ajuda, e procuar andar sempre em companhia. O modelo é de altura adequada, que segundo meu filho foi da sessão infantil, e com marchas suficientes para não precisar muitos esforços. A inauguração será este fim-de-semana e se tudo for a contento em breve irei participar de algum grupo de pedalada.
Kombi
Esta será a segunda referencia a Kombi que faço neste espaço. Acontece que tenho trauma deste veículo, se é que pode ser assim chamado. Passei anos trabalhando na zona rural viajando em estrada movimentada e de risco dentro desta lata com motor e rodas. Foram muitas as ocasiões em que quase fui para o além... de Kombi. Seria um desperdício, pois tive oportunidades mais gloriosas de fazer esta passagem, e venci. Também houve a vez em que o motor pegou fogo (foto) no meio da estrada de terra enchendo a cabine de fumaça, ou das tantas outras em que enganados pela tecnologia do marcador de bomba ficamos sem combustível no meio do nada. Lembro de quando caminhamos quilômetros sob o sol e poeira em busca de ajuda, nós, os colegas, e uma vaca companheira.
Ontem era meu dia de folga, e como de costume sempre algo de inesperado acontece, desta não foi uma conta nova, a malha fina da Receita Federal nem uma ameaça judicial, mas uma Kombi que jogou-se sobre um poste há poucas quadras daqui apagando a luz por horas. E foram horas, mais de quatro, de calor escaldante sem poder usar a internet, sem um ventilador, sem uma volta na rua que valesse a pena pois todos estabelecimentos estavam sem refrigeração e as escuras. Alguns até fecharam em plena véspera de Natal, e a "Praça de Luz" virou um breu desencantado e perigoso. Por isso não apareci no facebook, não combinei nada com os amigos, não tomei banho, e hoje acordei irritado. A luz deve ter voltado depois de eu ja ter apagado.
A perda não foi total porque Kombi se desamassa puxando, mas meus dias de folga continuam tumultuados.
Ontem era meu dia de folga, e como de costume sempre algo de inesperado acontece, desta não foi uma conta nova, a malha fina da Receita Federal nem uma ameaça judicial, mas uma Kombi que jogou-se sobre um poste há poucas quadras daqui apagando a luz por horas. E foram horas, mais de quatro, de calor escaldante sem poder usar a internet, sem um ventilador, sem uma volta na rua que valesse a pena pois todos estabelecimentos estavam sem refrigeração e as escuras. Alguns até fecharam em plena véspera de Natal, e a "Praça de Luz" virou um breu desencantado e perigoso. Por isso não apareci no facebook, não combinei nada com os amigos, não tomei banho, e hoje acordei irritado. A luz deve ter voltado depois de eu ja ter apagado.
A perda não foi total porque Kombi se desamassa puxando, mas meus dias de folga continuam tumultuados.
20 dezembro 2011
Café da manhã
19 dezembro 2011
João Bittar
Apesar da identidade fotográfica -e talvez tenha sido este o caminho para tornar este mais um amigo de rede social - foram dois hábitos particulares que fizeram me relacionar com João Bittar quase diariamente pelo Facebook. Um, porque como eu, era um madrugador, e não sei se dormia tarde, ou acordava muito cedo, mas eram deles as primeiras e mais procuradas publicações do iniciar do dia. Suas apuradas seleções musicais com Gene Krupa, Armstrong, Art Tatum, John Anderson, Miles, entre tantos outros temperavam meus cafés da manhã, e por muitas vezes possibilitaram que trocássemos informações e preciosidades, como jóias guardadas por tanto na ânsia de ter um interlocutor que encontrassem nelas semelhante valor. João era um deles, deu vazão a minha solitária mania de gostar do que não é tão óbvio, tanto que por vezes bastava um "curti" para perceber que estava sendo entendido.
Sentirei falta deste amigo.
18 dezembro 2011
Domingo
Final de tarde, meio que inesperada, a possibilidade de conhecer a caixa d'água da Praça Cipriano Barcelos por dentro e ainda observar o prédio da Santa Casa do mirante reformados.
Na primeira foto o hall de entrada do Ferreira Diniz - igual há aproximadamente quarenta anos.
Sobre ontem a noite...
Inauguração da panela de yakisoba comprada semana passada no Engenho São Paulo. Aprovada, receita, companhia e tempero.
16 dezembro 2011
Quarto
Querido diário, tomei uma atitude.
Noites de insônia até a primeira providência: trocar o colchão! Também, depois de quatro casamentos, e histórias sobre "vudus" de ex incorporados... comprei um novo e taquei fogo no antigo.
Depois, foi virar os móveis. Comprei um livro de "feng shui" no sebo do mercado, e por horas de atenção sobre o sentido do vento, orientei a cama para o noroeste -um pouco mais a esquerda - bem longe das janelas. A estrutura de madeira, que é neutra, evita acúmulo de energias e sobre ela pendem agora: um filtro de sonhos - para os pesadelos mais pesados; e um cristal multifacetado (já que não havia espaço para um biombo) para manter os fluidos leves antes de fugirem pela porta do banheiro.
Adoro gatos, mas pela lógica de melhor companhia troquei a raça. Difícil foi encontrar o tal do Korat Tailandês que dizem atrair mais sorte, e sinceramente, não pude deixar de perceber o olhar de tristeza do meu velho persa pelo vidro da Kombi, pendurado entre o criado-mudo e a penteadeira, todos doados para a tia Ana Maria, que tem uma casa grande mas que vive sozinha.
Apesar de pequeno, um tapete oriental com arabescos ao lado do cama para descarregar a primeira e última pisada do dia.
Para a iluminação, uma cortina de luz com a temperatura adequada para o equilíbrio e bem estar, fraca, mas que em alguns dias devo me acostumar, ou seguirei a tropeçar no gato ou derramar leite no soalho. Telas trazem irradiação então aboli televisão e monitores.
Enfim, paz, silêncio e calma.
E dois lexotans, porque ...
15 dezembro 2011
14 dezembro 2011
Dias mais tranquilos
Com 1000 visitas em seis dias este espaço mantem-se mais visto do que os anteriores. Hoje definitivamente mandei a morsa para o mar, sem arrependimento, e para comemorar republico:
Desde cedo vinha com dor de cabeça, mas aquele devia ser um dia mais tranquilo.
O carteiro esqueceu meu endereço, ou estou mais organizado do que antes. A única missiva foi o aviso de que havia uma encomenda na posta restante. A esta altura nem lembro mais onde fica a sede do correio, mas não lembro também nem o que almocei a pouco, e isto me incomoda, assim como não conseguir evocar o nome de alguns amigos não tão distantes, mas necessários em horas importantes. Volto a cefaléia, ou será que não falei nela?
"Começou como uma fisgada no lado direito depois passeou sobre os olhos até o outro, alojando-se por fim fixamente na mandíbula, atrapalhando raciocínio e senso."
Por isso esqueci e tornei a atender todos os telefonemas como intransferíveis.
Meu cachorro tem cara de leitão, e não entende porque não brinco com ele, retribui meu raro afago com careta e só não lhe boto a língua porque, mesmo só, sentiria-me ridículo.
As ligações são de banco oferecendo cartão sem limite, quando deveria ser sem crédito; uma moça, perguntando se eu não tinha emprego para lhe oferecer - oferecida - diz que podia ser desde babá a faxineira, talvez meu filho, adolescente, até gostasse, mas estou de cara com seu rendimento e tantas saidas sem volta pelas madrugadas, que dispensei a coitada. Entre outros, ela...
Ela, sempre ela, a insistir preocupada, não sem antes reclamar do porquê em demorar para atender o telefone. Queria saber se havíamos ficado bem na outra noite. Quis ser grosseiro, mas, como sem óculos não identifico chamadas, atendi na simpatia. Era para inventar uma desculpa para a rápida despedida, ou ter citado alguém para alimentar o imaginário doentio e ciumento -mas sou péssimo para nomes nesta hora. Bem, que cada um passe por seu momento, no de hoje sou um telefonista portador de enxaqueca, e me rendo.
O vinho - foi ele a unir as duas passagens. De baixa qualidade, e doce, não foi suficiente para aquecer o ambiente, nem as velas - nanicas - que apagaram-se nos preâmbulos.
Ela, sempre ela, falando sem parar de seus problemas cotidianos, constante até que minhas veias passassem a pulsar mais do que pelo efeito do álcool ou pelo cheiro da benzina que, enganado, usei para tirar o resto de parafina.
O telefone toca, novamente, o tinido repercute no cérebro que não quer mais discutir a relação, nem os fatos ou o sistema.
O que foi mesmo que encomedei pelo correio? Tomara fosse uma nova cabeça. Não... foram velas - místicas e milagrosas.
Na posta, a aposta tardia, de distantes dias mais tranquilos.
Propaganda Gratuita
Parente da Lisa - Boston Terrier
Para a Donna não deixar de ser homenageada:
via the internet pug database
13 dezembro 2011
O Muro
Primeira terça de folga sem os assombros das últimas semanas. Correndo tudo bem, sexta-feira ja tenho a sentença que comprova a parcela da pensão para a malha fina. Depois de tandos anos e todas as reviravoltas, só a Receita Federal para não respeitar nossas conquistas, mas que seja, a esta altura, já intimado, prefiro pagar o que for autuado a ter que ficar correndo atras de documentos.
Hoje deu tempo para café, conversa com circunstantes, um momento de terapia, e muito contato com os filhos. O almoço foi "almodovariano" com ex-esposa, filhos, amigos, primos, atuais e desconhecidos.
A foto do muro de engradados é uma homenagem ao Roberto, Daniel e Matheus.
12 dezembro 2011
Inadequado
| Simples |
Por isso quase visto umas bermudas, inadequadas para uma segunda-feira, mas que, não por acaso, estão ali na cadeira porque comprei-as no domingo, final de tarde, com o comércio aberto, e cheio, devido as festas natalinas.
Se disser que odeio, não é para tanto, mas, não me sinto muito a vontade nesta época. Começa pelos primeiros dias de calor - insuportáveis- depois, as correiras: filas de bancos; povo demais nas ruas; gente de menos para ajudar no trabalho.
O pensamento de muitos esta na possibilidade de fuga -isso para quem tem férias, ou para quem pensa que pode. No trabalho a briga pelas escalas, afinal todos tem crianças em escola, ou querem pegar uma praia, ou simplesmente ferrar o colega só estava "preso" no ano passado... Aos separados a pergunta: "este ano no Natal, com quem ficam mesmo os filhos?". Os homens preferem a virada, os amigos também. Estes tentam forçadamente um encontro - depois da ceia da família; depois de meio embriagado; depois que o trânsito estiver calamitoso... - estresse e dor de cabeça.
O calor...não há roupa com ar refrigerado, nem pele que não transpire mesmo embaixo d'água. Não sei se vou ter folga nem onde vou passar os feriados (?) mas hoje, acordei virado e por pouco não vou trabalhar de calças curtas.
11 dezembro 2011
Quadrado
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| Quadrado |
O Quadrado é um ancoradouro de barcos localizado no bairro das Doquinhas, junto ao Porto de Pelotas.
Foi, e é, um local de pesca localizado quase no centro da cidade.
Por muito, até ainda um pouco, abandonado, servia de encontro para tribos variadas.
Mais fotos no Flickr/camafunga
"Ta dominado..."
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| Café da manhã |
O café foi o final do caminho, e me custou, além dele, uma rifa, mas valeu a pena...
10 dezembro 2011
Comida
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| Nem Quadrado nem Laranjal : Lanche no Aquário. |
O simpósio, o banquete e o festim crismam-se como instituições sociais. E vinculam-se a todos os gêneros literários. O calor e as emoções do convívio abrangem inúmeros registros: da conversa amena à sátira mordaz, dos propos de table à oratória, dos almoços de negócios aos jantares diplomáticos e às ceias fúnebres. Embora dissimulada, a pretexto de mais nobres objetivos, a sensibilidade gustativa se faz aí representar: é em torno da mesa, sob a inspiração de um cardápio, no horário costumeiro das refeições, que os comensais se reunem. E o gosto fatalmente se insinua. A consequencia dessa ambiguidade? A metáfora do saber e do sabor: a língua que sabe é a língua que saboreia, que degusta.Fonte: Refeição e convívio
QUEIROZ, Maria José de. A literatura e o gozo impuro da comida Rio de Janeiro: Topbooks, 1994. p. 20.
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