29 fevereiro 2012
27 fevereiro 2012
26 fevereiro 2012
25 fevereiro 2012
23 fevereiro 2012
Por que estou de chapéu.
![]() |
| Foto de Fábio Caetano |
Surgiu uma manchinha na cabeça, no centro do couro-cabeludo.
Não sou de encucar, menos ainda, com o que brota desta copa. Noutra época, porém, usei para o recheio: fluoxetina, citalopram,venlafazina e devaneio; depois Freud, Epicuro, Descartes, Confúcio entre outros meios. Nos meus tempos de tampinha não pensei em suicídio, mas julguei fugir de casa, interromper a faculdade, atirar pedra em janela, matar aula... e chorar, chorar muito na adversidade. Da faxina desta mente - anos de terapia - trago-a menos aloprada e atingi, a muito custo, a paz de uma cuca-fria.
Mas o que será esta mácula escondida no resto de relva que cobre esta culminância?
Pondo o dedo na moleira decido procurar a quem entende, mas enquanto não tenho hora em um dermatologista decente, uso um Panamá no cocuruto para enfrentar o sol ardente.
21 fevereiro 2012
20 fevereiro 2012
17 fevereiro 2012
16 fevereiro 2012
15 fevereiro 2012
13 fevereiro 2012
Inusitado
Estou navegando, só, escutando jazzradio.com na estação de clássicos; tem um chimarrão no ponto aqui ao lado e uma brisa falsamente refrigerada pelas minhas costas. Na rua faz um calor insuportável e por duas vezes abortei a ideia de dar uma volta. Hoje é segunda-feira o dia em que regulamente escrevo, foi assim nas últimas semanas desde as histórias de padaria até a visita de meus amigos com as desagradáveis pulgas. Estas já não pulam tanto quanto a Lisa que precisa ser domesticada, no entanto, ela e a outra cadela pagaram um extra na pet por tanto que ainda estavam infestadas.
No sábado tive trabalho mas houve tempo para uns cafés no Aquário - que agora tem ar condicionado. A vida real não é um Facebook por isso procuro sair para encontrar amigos antigos e alguns novos que vou amealhando no caminho. alguns perco a cada tanto, mas não me importo: entre embroglios e mal-entendidos prefiro fingir que não conheço os fatos e sem estardalhaço, nem bloquear de vez da minha lista, sigo apenas quem possa valer a pena.
No sábado tive trabalho mas houve tempo para uns cafés no Aquário - que agora tem ar condicionado. A vida real não é um Facebook por isso procuro sair para encontrar amigos antigos e alguns novos que vou amealhando no caminho. alguns perco a cada tanto, mas não me importo: entre embroglios e mal-entendidos prefiro fingir que não conheço os fatos e sem estardalhaço, nem bloquear de vez da minha lista, sigo apenas quem possa valer a pena.
Ontem, quando dava o fim-de-semana por terminado, recebi o convite de meu irmão para um passeio inusitado, fomos tomar um mate e assistir o por-do-sol na Barragem do Santa Barbara e, desobedecendo os cartazes de "não acesse", consegui, de sobra, fazer algumas fotos.
Inusitado mesmo foi o convite para a festa de aniversário de meu próprio filho na casa da mãe dele, com direito extensivo a amigos, cães e agregados, já que há muito ele mora comigo... mais do que civilidade uma conquista do tempo contrariando antigas e pessimistas expectativas.
Escuto "I got rhythm", e assim eu vou levando o barco.
12 fevereiro 2012
10 fevereiro 2012
Windows
Aquele domingo acordamos cedo para fazer um lanche no salão da cobertura com as sobras da festa de aniversário, segundo minha prima carioca, uma tradição de Pelotas.
Moro há anos neste prédio e raramente lembro que posso espiar a cidade de cima, nada demais a não ser perceber que estamos cercados por água e que, apesar dos quase duzentos anos, até agora são poucos os edifícios que despontam.
Chove pouco nestes dias, ou chove muito em poucas horas; o calor sufoca e a brisa, quando existe, é morna.
Voltarei ali na próxima tempestade quem sabe consiga melhores imagens...
09 fevereiro 2012
Ao pé da cama
Caí da cama... não apenas por acordar cedo, mas por despencar dela.
Ontem a chuva era tanta que a pequena distância daqui até a lancheria significava algo como atravessar o Canal da Mancha. Alguém sob a mesma marquise sugeriu que tirasse os calçados, ou então que fosse a nado. Resignado aceitei que os dez minutos que faltavam para o fechamento do estabelecimento estariam vencidos pelas intensidade das águas.
Fome, muita fome, e a tristeza de perceber que logo ali encontraria o que quisesse entre pães, queijos, doces e salgados. Desconsolado voltei para o quarto e tentei enganar o estômago com que havia: coca-cola choca e duas fatias de pão torrado. As horas foram passando, e na medida contrária ao roncar das vísceras, diminuíram as trovoadas. A tormenta, enfim, estava acalmada, e volta a possibilidade da fazer tele-chamada.
Tarde, seria muito tarde para pedir alguma comida, o dia já virava, e a com as horas, a certeza de uma indigestão programada. Meu médico de infância dizia: no estômago é sempre escura madrugada - mentira! - mas não resisti: "Um bauru especial sem alface!" e...quanto tempo para a chegada? - "Cerca de duas horas, senhor... aguarda?". Que venha a merenda, a esta altura, mesmo que fria ou até molhada!
O sono empurrado pela bebida e por um vídeo todo picotado pelas chamadas do trabalho, para até que - pontualmente e como anunciado- chegar-me um pão recheado de molhos, gorduras, ervilha, milho e um pouquinho de estranha carne. Duas e meia da manhã, sem tempo, engulo rápido. E olha - nem custou barato!
O resto foi de sonhos coloridos e gazes; em alguns momentos vivi o apocalipse ou quase. Não sou de guardar detalhes, mas divido aqui algumas imagens:
Caí mesmo despertando tonto sem entender o fato: aquilo era sonho ou ja estava acordado?
Adeus lanches noturnos e refrigerantes cafeinados ou manterei pernas inquietas, azia, pesadelo e quedas.
Ontem a chuva era tanta que a pequena distância daqui até a lancheria significava algo como atravessar o Canal da Mancha. Alguém sob a mesma marquise sugeriu que tirasse os calçados, ou então que fosse a nado. Resignado aceitei que os dez minutos que faltavam para o fechamento do estabelecimento estariam vencidos pelas intensidade das águas.
Fome, muita fome, e a tristeza de perceber que logo ali encontraria o que quisesse entre pães, queijos, doces e salgados. Desconsolado voltei para o quarto e tentei enganar o estômago com que havia: coca-cola choca e duas fatias de pão torrado. As horas foram passando, e na medida contrária ao roncar das vísceras, diminuíram as trovoadas. A tormenta, enfim, estava acalmada, e volta a possibilidade da fazer tele-chamada.
Tarde, seria muito tarde para pedir alguma comida, o dia já virava, e a com as horas, a certeza de uma indigestão programada. Meu médico de infância dizia: no estômago é sempre escura madrugada - mentira! - mas não resisti: "Um bauru especial sem alface!" e...quanto tempo para a chegada? - "Cerca de duas horas, senhor... aguarda?". Que venha a merenda, a esta altura, mesmo que fria ou até molhada!
O sono empurrado pela bebida e por um vídeo todo picotado pelas chamadas do trabalho, para até que - pontualmente e como anunciado- chegar-me um pão recheado de molhos, gorduras, ervilha, milho e um pouquinho de estranha carne. Duas e meia da manhã, sem tempo, engulo rápido. E olha - nem custou barato!
O resto foi de sonhos coloridos e gazes; em alguns momentos vivi o apocalipse ou quase. Não sou de guardar detalhes, mas divido aqui algumas imagens:
Tentei atravessar a porta; morava em um sobrado alto e pobre; canos pingavam e barro; correram-me de casa onde esqueci as malas, nelas deviam estar os cobres, meus medos, desejos e meus sapatos. Odeio sonhar com descalços; então elevo a perna para arrombar o marco e em posição marcial meio desequilibrado, voo como um ninja desajeitado na ultima lembrança até despencar para o lado.
Caí mesmo despertando tonto sem entender o fato: aquilo era sonho ou ja estava acordado?
Adeus lanches noturnos e refrigerantes cafeinados ou manterei pernas inquietas, azia, pesadelo e quedas.
08 fevereiro 2012
07 fevereiro 2012
06 fevereiro 2012
Galinha e fim-de-semana
Este fim-de-semana hospedei amigos.
A dedetização programada foi requisito para que conseguíssemos permanecer em casa. Estava inviável usar uma bermuda, o pulguedo subia em grupos pelas pernas com predileção pelos tornozelos onde davam as primeiras picadas para avaliação de qualidade. Chamei a "Mosca" - segundo sei - a melhor empresa de extermínio de pragas da cidade. Não era a primeira vez, ainda mais nesta época quando o calor favorece a eclosão dos ovos e abre o apetite destas insaciáveis.
Tirados os cães da casa, faxina posterior realizada, vem a volta e a sensação de vencida a batalha. Dá trabalho lavar todos os pratos, descobrir os eletrônicos, selecionar o que pode, ou não, ser consumido.
Dois dias, apenas dois - e também pela ausência das cadelas - as pestes voltaram mais fortes, com mais fome e pulando mais alto. O jeito é ligar novamente para a tal "Mosca" e ouvir: " isto é da biologia destes insetos, voltaremos para um repasse..", ou seja: se o mundo acabar para os humanos em 2012, vão sobrar pulgas para um segundo turno.
Meus amigos vieram para um aniversário de criança, e assim fizeram.
Comigo moram, além dos caninos, dois filhos e uma nora agregada, portanto, não é fácil em um apartamento de três quartos espalhar toda esta gente. Ainda bem que é dos antigos com peças grandes, mas, mesmo assim, até que outra moralidade se instale... que fique, cada um no seu quadrado. O mais moço dos rebentos não se importa de dormir na sala, para isso infla um colchão de ar e por ali fica jogado. A pug voltou para casa, a louca da boston terrier mais agitada. Certo que acordarão, com a televisão ligada, ele a elas abraçados.
Assisti "Pelle, o Conquistador", e muito ao contrário desta terra, fazia frio no Reino da Dinamarca.
O mormaço é insuportável, a roupa fica grudada, na rua só por necessidade o que diminui as chances de passeios. Também chove em pancadas, mas não amenizam a sensação de forno. Para não furar as paredes, e pela pressa de algum alívio, comprei um ar, de rodinhas, climatizado... climatizado quer dizer: um ventilador que derrete gelo de um compartimento e espalha vaporzinho meio gelado. Trouxe sacos! A autonomia propagada de quatro evapora em duas horas apertado, mas, pelo menos meus convidados estarão mais aliviados.
Meus amigos chegaram atrasados com uma lembrança do aniversário - uma meiga, colorida e enorme galinha feita de balões amarrados (foto). Acho que vieram com fome, um, ainda "varado", traçou um lanche pesado em plena madrugada, mas eu não vi, tombei cansado...
Tudo parece ter corrido a contento, pelo menos não faltou comida e entretenimento.
Despedi-me com a desculpa de "qualquer coisa...": poderiam ter ficado mal acomodados, mais anêmicos ou até estressados.
Esta coisa de saídas rápidas deixa algo a ser pensado. Certa vez um deles esqueceu um par de dentes que levou meses para serem desprezados, desta, esqueceram o mimo, que em dias estaria, vazio, desanimado. Não houve tempo para despedidas longas portanto resolvi nem avisa-los.
Venta entre as chuvas. Batem portas, sacodem telhados e eu, pela janela, olhando do alto as grossas nuvens, refresco-me mais do que pelo tal aparelho refrigerado. A galinha me olha de canto e penso: mais uma coisa a ficar jogada... imaginando o falso bicho em piruetas voando longe, malabares avoado, concluo: porque não joga-la ao espaço. Pouco hesito, pendurado pela crista, largar os balões à liberdade. No entanto sou fraco em física e o objeto pende como pedra, reto da janela até a calçada, morto como um pesado suicida, direto, frio e sem graça. Ainda bem que ninguém percebe, apesar de morar no centro, é quase noite e ainda chove. Recolho-me para ajeitar a casa e o fim-de-semana, como eu, esta acabado.
Hoje é segunda-feira, meu filho sai cedo para algum trabalho. Eu consigo atrasar meu calendário e só pego no turno da tarde. Ele retorna breve e bate no quarto, me acorda curioso e me mostra o bem abraçado: "Pai esta galinha é nossa?". Embora tenha negado, como ele também fez lá embaixo, os porteiros afirmam o contrário, viram o bicho chegando, viram o momento do despacho. Sem jeito, deixo a lembrança de um fim-de-semana agitado, até que, como o resto dos dias, fique aqui murchando ao meu lado.
A dedetização programada foi requisito para que conseguíssemos permanecer em casa. Estava inviável usar uma bermuda, o pulguedo subia em grupos pelas pernas com predileção pelos tornozelos onde davam as primeiras picadas para avaliação de qualidade. Chamei a "Mosca" - segundo sei - a melhor empresa de extermínio de pragas da cidade. Não era a primeira vez, ainda mais nesta época quando o calor favorece a eclosão dos ovos e abre o apetite destas insaciáveis.
Tirados os cães da casa, faxina posterior realizada, vem a volta e a sensação de vencida a batalha. Dá trabalho lavar todos os pratos, descobrir os eletrônicos, selecionar o que pode, ou não, ser consumido.
Dois dias, apenas dois - e também pela ausência das cadelas - as pestes voltaram mais fortes, com mais fome e pulando mais alto. O jeito é ligar novamente para a tal "Mosca" e ouvir: " isto é da biologia destes insetos, voltaremos para um repasse..", ou seja: se o mundo acabar para os humanos em 2012, vão sobrar pulgas para um segundo turno.
Meus amigos vieram para um aniversário de criança, e assim fizeram.
Comigo moram, além dos caninos, dois filhos e uma nora agregada, portanto, não é fácil em um apartamento de três quartos espalhar toda esta gente. Ainda bem que é dos antigos com peças grandes, mas, mesmo assim, até que outra moralidade se instale... que fique, cada um no seu quadrado. O mais moço dos rebentos não se importa de dormir na sala, para isso infla um colchão de ar e por ali fica jogado. A pug voltou para casa, a louca da boston terrier mais agitada. Certo que acordarão, com a televisão ligada, ele a elas abraçados.
Assisti "Pelle, o Conquistador", e muito ao contrário desta terra, fazia frio no Reino da Dinamarca.
O mormaço é insuportável, a roupa fica grudada, na rua só por necessidade o que diminui as chances de passeios. Também chove em pancadas, mas não amenizam a sensação de forno. Para não furar as paredes, e pela pressa de algum alívio, comprei um ar, de rodinhas, climatizado... climatizado quer dizer: um ventilador que derrete gelo de um compartimento e espalha vaporzinho meio gelado. Trouxe sacos! A autonomia propagada de quatro evapora em duas horas apertado, mas, pelo menos meus convidados estarão mais aliviados.
Meus amigos chegaram atrasados com uma lembrança do aniversário - uma meiga, colorida e enorme galinha feita de balões amarrados (foto). Acho que vieram com fome, um, ainda "varado", traçou um lanche pesado em plena madrugada, mas eu não vi, tombei cansado...
Tudo parece ter corrido a contento, pelo menos não faltou comida e entretenimento.
Despedi-me com a desculpa de "qualquer coisa...": poderiam ter ficado mal acomodados, mais anêmicos ou até estressados.
Esta coisa de saídas rápidas deixa algo a ser pensado. Certa vez um deles esqueceu um par de dentes que levou meses para serem desprezados, desta, esqueceram o mimo, que em dias estaria, vazio, desanimado. Não houve tempo para despedidas longas portanto resolvi nem avisa-los.
Venta entre as chuvas. Batem portas, sacodem telhados e eu, pela janela, olhando do alto as grossas nuvens, refresco-me mais do que pelo tal aparelho refrigerado. A galinha me olha de canto e penso: mais uma coisa a ficar jogada... imaginando o falso bicho em piruetas voando longe, malabares avoado, concluo: porque não joga-la ao espaço. Pouco hesito, pendurado pela crista, largar os balões à liberdade. No entanto sou fraco em física e o objeto pende como pedra, reto da janela até a calçada, morto como um pesado suicida, direto, frio e sem graça. Ainda bem que ninguém percebe, apesar de morar no centro, é quase noite e ainda chove. Recolho-me para ajeitar a casa e o fim-de-semana, como eu, esta acabado.
Hoje é segunda-feira, meu filho sai cedo para algum trabalho. Eu consigo atrasar meu calendário e só pego no turno da tarde. Ele retorna breve e bate no quarto, me acorda curioso e me mostra o bem abraçado: "Pai esta galinha é nossa?". Embora tenha negado, como ele também fez lá embaixo, os porteiros afirmam o contrário, viram o bicho chegando, viram o momento do despacho. Sem jeito, deixo a lembrança de um fim-de-semana agitado, até que, como o resto dos dias, fique aqui murchando ao meu lado.
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